Gente, é fato, a ficção científica na TV sempre teve seus problemas, na maioria das vezes com relação à audiência como foi o caso da nova versão de Battlestar Galactica e de Fringe, que sofreram bastante com as ameaças de cancelamento. Star Trek também teve sua cota com Enterprise, cancelada depois de 4 temporadas. No entanto Star Trek Discovery, surgida quase 14 anos depois do encerramento de Enterprise chegou com uma nova abordagem e com um novo jeito de contar a história de Star Trek. Parceria entre a NetFlix e a CBS, Discovery se passa 10 anos antes da "missão de 5 anos" que vimos na série clássica com Kirk e Spock. A Protagonista dessa vez é Michael Burnham criada em Vulcano após a morte de seus pais por ninguém mais, ninguém menos que Sarek e Amanda, os pais de Spock. Atrelada aos ensinamento vulcanos baseado na lógica, ela se torna a primeira oficial da capitã Philippa Georgiu a bordo da USS Shenzhou.
Após um confronto com os Klingons, Michael comente motim e se rebela contra as ordens da capitã. No desfecho ela é afastada e após uma frustrada investida cara a cara com os Klingons a capitã é assassinada e Michael é expulsa da frota sendo enviada para uma prisão pela vida toda. No entanto 6 meses depois, a nave que transportava prisioneiros da Frota Estelar onde ela se encontrava é resgatada de uma pane elétrica pela USS Discovery, comandada pelo misterioso capitão Gabriel Lorca, que está a frente de uma operação de guerra disfarçada de uma nave de pesquisa científicas. Lorca imediatamente percebe como Michael é valiosa e como pode ajudá-lo a conseguir seus objetivos e não demora muito para que ela seja admitida na Discovery
O Olhar da série está em Michael, que luta contra a culpa de ter sido considerada a culpada pela guerra contra os Klingons e sua nova missão a bordo da Discovery, ainda não muito esclarecida.
O Capitão Lorca aqui é a grande novidade de Discovery, completamente diferente dos outros capitães que protagonizaram a série, cujo o caráter era impecável, Lorca aqui se mostra uma pessoa bastante pragmática, nem um pouco simpático, muitas vezes arrogante e autoritário e que "não teme as coisas normais que uma pessoa teme" como o próprio Saru explica.
Saru era da tripulação da Shenzhou, após a morte da capitã e da destruição da nave ele se torna primeiro-oficial de Lorca (de quem, ao meu ver, morre de medo). É uma pessoa que não esconde a animosidade contra Michael.
Paul Staments é chefe de ciências da nave e vive às turras com o Capitão Lorca, pois reprova a forma como ele quer usar suas descobertas em prol da guerra.
Silvya Tittly é provavelmente o coringa da série. Uma brisa de ar de alegria e pureza, que com sua humildade ajuda a protagonista Michael a lidar com suas frustrações.
Eu como uma pessoa que amo e idolatro Star Trek desde criança, devo confessar que senti sim, a alma de star trek nessa série, apesar de todas as críticas do Trekkers que adoram procurar pêlo em casa de ovo e reclamar de tudo. A série tem identidade própria e não se limita a imitar a série clássica e nem a Nova Geração, talvez por isso que os fãs reclamem, mas essa mesma galera que reclama dessa suposta falta de legitimidade em Discovery é a mesma que reclamou do ritmo de Enterprise e que a levou ao cancelamento.
A sorte é que hoje, Discovery estréia para uma nova geração de fãs criados depois dos lançamentos de Star Trek de 2009. Uma geração de fãs que sabe que existe vida além de Kirk e Picard.








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